Acontecimentos actuais

A importância do ano 2018 para a Interiorismo

Carmo Pais Acontecimentos actuais, Casa do páteo, Decoração, Design January 10, 2018

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Este ano de 2108 a Interiorismo faz 20 anos de existência.

Gostávamos de juntar todos aqueles contribuíram para a sua existência, a começar pelos nossos clientes e pelos nosso fornecedores, pois sem eles não existiríamos.

Daí lançarmos um desafio a uns e a outros para que proponham como gostariam que fosse a nossa comemoração.

Aguardamos pois: telefonemas, visitas, mails e comentários de todos.

Obrigado, desde já.

Maria do Carmo e António

 

A propósito do texto de hoje de Frederico Lourenço…*

Carmo Pais Acontecimentos actuais November 3, 2016
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O Frederico Lourenço escreveu hoje:
“No espelho
“São coisas misteriosas os espelhos.”
Assim começa o romance “Canção diante duma Porta Fechada” de Agustina Bessa-Luís.
Mas o espelho não é por definição o objecto menos misterioso do mundo? Reflecte, apenas. Não sendo, limita-se a reflectir o que é. Em si não é nada. É apenas a minha imagem quando dele me aproximo.
No entanto, como escreve Agustina, “nenhum espelho reflecte um rosto igual, não há dois espelhos idênticos em toda a terra”.
Nos vários espelhos que tenho em minha casa, a minha cara é sempre diferente em todos eles. O meu corpo ainda mais: é mais gordo do que é na realidade no espelho do meu quarto, mais musculado no da sala, mais magro no da casa de banho.
“As imagens que os espelhos nos devolvem”, escreve Agustina, “são criações que partem do nosso conceito de ser”.
Na verdade, o espelho não me devolve o que eu sou. Devolve-me a construção que eu faço de mim ao ver-me no espelho. Construção mais ou menos verosímil, se quisermos; ou (para citar de novo Agustina) “provável pelo absurdo”.
Alegadamente, o esplho dá-nos a ver o visível. Mas como escreve Agustina, “o visível não é responsável em si mesmo”.
O mesmo se aplica ao reflectido. O meu reflexo não é quem eu sou. É quem eu acabei de ser há uma fracção de segundo. No momento em que me vejo, já não estou a ver quem sou agora. Porque no preciso momento em que consciencializo quem sou, já a passagem do tempo me colocou noutro momento, também já irrecuperável no segundo em que é consciencializado. O reflectido já de si está perdido de antemão.”
*(Como gostámos muito reproduzimos o texto e resolvemos ilustrar com a peça: “this is a mirror” da coleção “this is not a chair”)